Espinhas internas: como tratar

As espinhas começam na puberdade, mas depois da primeira erupção aparecer, o rosto, costas, peito e ombros estão sujeitos a receber secreções pelas glândulas sebáceas a qualquer momento, até mesmo depois dos 25 anos.

Como se não bastasse, o pesadelo de qualquer rostinho lisinho pode vir de duas formas: as espinhas internas e as externas. O segundo tipo de lesão é mais comum e fácil de ser retirado da tez, afinal está pronta para ser expelidas, com cuidado, a todo o momento.

Já o primeiro tipo de lesão, as espinhas internas, é mais difícil de retirar da pele. São inflamações que ficam abaixo da camada da tez, deixando o tecido avermelhado e dolorido. Além disso, o grupo de acne demora mais tempo para chegar até a superfície, o que causa mais dor e desconforto.

As espinhas internas se formam devido à produção em excesso das glândulas sebáceas, provocada pela ação dos hormônios andrógenos (feminino) e testosterona (masculino). Ou também pode ser causado pela proliferação de bactérias que se localizam na região interna da pele em torno dos pelos (folículo piloso)”, explica a dermatologista Miriam Sabino de Oliveira (SP).

O primeiro passo para cuidar da pele de quem foi “premiada” com uma espinha interna é o de resistir, a todo custo, o desejo de espremer a acne. Justamente pelo fato da lesão ser interna, o ato de tentar a retirar com as próprias mãos pode piorar o quadro da tez.

De acordo com a Miriam, a espinha interna leva o nome de acne nódulo-cística, e é uma lesão interna endurecida e mais profunda, inflamada e com sebo dentro. “Qualquer tentativa de espremer a lesão pode inflamar a pele e, de acordo com a da gravidade da inflamação, pode até se formar uma cicatriz no rosto do paciente. O ideal é tratar a acne com um sabonete que seja específico para o tratamento, e lavar a face três vezes ao dia com água morna”, afirma a especialista.

Três dicas para mandar embora as espinhas internas

As espinhas internas necessitam de tratamento via oral com antibióticos, e dependendo do caso, medicamentos mais fortes, como a isotretinoína.

Dependendo do caso, o dermatologista pode prescrever medicamentos e tratamentos mais eficazes para eliminar a espinha interna. Desta maneira, o paciente tem a certeza de que o problema será tratado, sem correr o risco de sofrer outras complicações”, reforça a dermatologista.

O mais indicado para resolver o problema de acne na pele é procurar um médico dermatologista para o tratamento das espinhas. Mesmo assim, existem alguns truques caseiros que ajudam a remover as espinhas internas.

O primeiro truque é o de fazer uma compressa de água quente absorvida no algodão. Deixe o tratamento fisiológico sob a espinha por alguns minutos. De acordo com a médica, o método ajuda retirar a lesão da pele de uma forma natural. “Repita várias vezes até que a erupção desapareça por completo”, indica Miriam.

Outra dica é a de usar o truque do vapor. Para os especialistas, o método é um aliado de quem possui uma espinha interna. Primeiro, ferva um pouco de água e a coloque em uma bacia. Deixe que a região da espinha interna fique próxima ao vapor. A medida faz com que os poros fiquem abertos e força a acne a sair, aos poucos. Além disso, a médica garante que o método é eficaz para a eliminação de cravos.

A última indicação da especialista é a da esfoliação. De acordo com Miriam, a técnica pode ajudar a mandar embora até a espinhas externas. O indicado é realizar um tratamento leve, uma vez por semana, para retirar as células mortas. Está liberado o cosmético preferido, ou até mesmo as receitas caseiras.

Evite as espinhas internas

Miriam também indica alguns hábitos para passar longe das lesões internas na pele:

 

– Lave o rosto pelo menos três vezes ao dia

– Evite o uso de cremes e outros produtos, pois a pele tende a ficar ainda mais oleosa

– Prefira cosméticos em gel, já que são mais benéficos e não deixam a pele oleosa

– Não esprema cravos e outras espinhas para evitar as inflamações

– Fuja dos alimentos gordurosos e mantenha uma alimentação saudável

– Cuide da sua pele: use protetor solar

– Cheque os hormônios. “Se a paciente não for mais adolescente e ainda sofre com acne, deve consultar um ginecologista para saber se tem síndrome de ovários policísticos ou alteração hormonal”, indica a dermatologista. 

Jornalista por formação, curiosa desde o nascimento. Acredita na informação, cultura e educação.

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